Ontem fui
assistir ao jogo Botafogo x Vasco, pelo brasileirão no estádio Nilton Santos,
casa do Botafogo.
Eu sou
vascaíno. O setor destinado a torcida vascaína era no canto do estádio, com
visão horrível pro campo e no valor de R$ 55,00.
Já na torcida
do Botafogo, no melhor lugar do estádio, módicos R$ 10,00. Eu que sou um
irresponsável, fui pra torcida do Botafogo e assisti de lá, me passando por
botafoguense, cantando as músicas e apoiando o time de modo fake total.
Esse texto,
não vai ser sobre futebol. Mas sobre como o comportamento das pessoas é
representado.
Ontem no Engenhão,
não era só eu e meus dois amigos de torcedores do Vasco intrusos no meio do
recanto botafoguense. Tinha mais uma galera de vascaínos pão duros lá, assistindo
ao jogo.
E aos
poucos, os torcedores do Botafogo foram percebendo os infiltrados, já que os
caras estavam sentados, sem comemorar ou manifestar nenhuma reação aos lances
do time em campo.
Com isso, o
clima ficou absurdamente hostil. Xingamentos, ofensas, palavrões que eu nem
conhecia foram proferidos contra os invasores, que eram escoltados pela polícia
num clima muito assustador.
No que isso
parece? Com o clima que estamos vivendo agora nessa eleição.
O clima é de
estádio de futebol, é assustador. Tenho visto nas redes sociais pessoas
agredindo, sendo agredidas, intolerância, discursos de ódio. Amigos deixando de
falar com outros amigos, brigando com familiares... Uma situação bem triste.
Igual no
estádio. Igual com futebol. Lá, tudo é exacerbado. O ambiente meio que quase te
incita a isso, a aflorar esse lado irracional e até estúpido. Mas isso não
representa as pessoas que ali estão. É apenas uma faceta da forma humana em
essência no chamado efeito manada. A pessoa está no seu nicho, seguindo a tendência
do bando!
Quando saí
do Engenhão ontem, eu vi os mesmos torcedores do Botafogo que lá dentro
desejavam a morte dos adversários, tranquilos, cruzando com vascaínos pelos
arredores do estádio. Alguns com amigos vascaínos, tomando cerveja e putos com
seus times horríveis.
Os extremos
existem. No futebol sempre há casos de brigas, de desordem, até de
assassinatos. Mas são extremos. De um clássico cheio com 60, 70 mil pessoas, no
máximo uma centena é imbecil pra levar até as vias de fato, a divergência de
time.
Vejo da
mesma forma nosso ambiente social. O Brasil está dividido. E sim, os extremos
existem. Pessoas que podem agredir, bater, até matar uma outra pessoa. Mas por
enquanto, estamos no estádio de futebol da eleição. Tá exacerbado, tá hostil...
Mas não vai virar uma guerra civil generalizada.
A gente só
precisa ser mais sensato. Compreender que no estádio, não é legal ser um macaco
que ofende e hostiliza os adversários e na política também não.
Nenhum comentário:
Postar um comentário