quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Sensatez amigos, sensatez!


Ontem fui assistir ao jogo Botafogo x Vasco, pelo brasileirão no estádio Nilton Santos, casa do Botafogo.
Eu sou vascaíno. O setor destinado a torcida vascaína era no canto do estádio, com visão horrível pro campo e no valor de R$ 55,00.
Já na torcida do Botafogo, no melhor lugar do estádio, módicos R$ 10,00. Eu que sou um irresponsável, fui pra torcida do Botafogo e assisti de lá, me passando por botafoguense, cantando as músicas e apoiando o time de modo fake total.

Esse texto, não vai ser sobre futebol. Mas sobre como o comportamento das pessoas é representado.
Ontem no Engenhão, não era só eu e meus dois amigos de torcedores do Vasco intrusos no meio do recanto botafoguense. Tinha mais uma galera de vascaínos pão duros lá, assistindo ao jogo.
E aos poucos, os torcedores do Botafogo foram percebendo os infiltrados, já que os caras estavam sentados, sem comemorar ou manifestar nenhuma reação aos lances do time em campo.
Com isso, o clima ficou absurdamente hostil. Xingamentos, ofensas, palavrões que eu nem conhecia foram proferidos contra os invasores, que eram escoltados pela polícia num clima muito assustador.

No que isso parece? Com o clima que estamos vivendo agora nessa eleição.

O clima é de estádio de futebol, é assustador. Tenho visto nas redes sociais pessoas agredindo, sendo agredidas, intolerância, discursos de ódio. Amigos deixando de falar com outros amigos, brigando com familiares... Uma situação bem triste.
Igual no estádio. Igual com futebol. Lá, tudo é exacerbado. O ambiente meio que quase te incita a isso, a aflorar esse lado irracional e até estúpido. Mas isso não representa as pessoas que ali estão. É apenas uma faceta da forma humana em essência no chamado efeito manada. A pessoa está no seu nicho, seguindo a tendência do bando!

Quando saí do Engenhão ontem, eu vi os mesmos torcedores do Botafogo que lá dentro desejavam a morte dos adversários, tranquilos, cruzando com vascaínos pelos arredores do estádio. Alguns com amigos vascaínos, tomando cerveja e putos com seus times horríveis.

Os extremos existem. No futebol sempre há casos de brigas, de desordem, até de assassinatos. Mas são extremos. De um clássico cheio com 60, 70 mil pessoas, no máximo uma centena é imbecil pra levar até as vias de fato, a divergência de time.

Vejo da mesma forma nosso ambiente social. O Brasil está dividido. E sim, os extremos existem. Pessoas que podem agredir, bater, até matar uma outra pessoa. Mas por enquanto, estamos no estádio de futebol da eleição. Tá exacerbado, tá hostil... Mas não vai virar uma guerra civil generalizada.
A gente só precisa ser mais sensato. Compreender que no estádio, não é legal ser um macaco que ofende e hostiliza os adversários e na política também não.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Nunca se Arrependa de Nada!


Você se arrepende de algo que você fez ou falou?
Tem muita gente que usa um discurso que eu acho muito idiota que diz:

“Eu não me arrependo de nada porque as coisas erradas que eu fiz, me fizeram aprender.”

Nossa, que balela. Como se as pessoas só conseguissem aprender errando. Eu acho que boa parte das vezes, a gente realmente aprende depois de quebrar a cara, mas seria muito melhor, não termos vivido de fato algumas coisas.
Quem se escora muito nesse argumento, tende a na verdade não se arrepender de porcaria nenhuma do que fez. Ele só não quer validar seu erro, mas quando usa esse argumento, está relativizando sua falha e justificando seu erro do passado. WRONG!

Então porquê o título do texto de hoje diz para não nos arrependermos de nada?
Aí que tá amado leitor, o título do texto, evidencia uma ação, mas não o que vem antes dela. Eu jamais diria uma coisa dessas. Uma vez que erramos, temos sim que nos arrepender. Mas a magia está em não errar. Sem erro, sem arrependimento. Ou você por acaso vai se arrepender de ter feito uma coisa certa?

Mas você deve me indagar de novo: “Nossa, que obviedade hein Matheus?” Mas sim, é uma coisa simplista e óbvia que é bem difícil de pôr em prática.
Então vamos fingir que eu sou o Augusto Cury e esse texto seja uma página de algum livro dele que custa R$ 39,90.

Baseado em absolutamente nada, eu acho que o fator preponderante nos nossos erros é a precipitação.
A gente tende sempre a fazer alguma bobagem ou por impulso, ou por não ter refletido direito nas nossas ações.
Então, novamente de forma simplista. PENSE ANTES DE FAZER QUALQUER COISA!
Não que isso vá garantir que você não cometa equívocos, mas se os cometer, pelo menos que seja de uma forma convicta.
Ter bem estabelecido com você mesmo padrões e comportamentos morais, ajuda muito. Implicitamente, todo mundo tem um senso natural do certo ou errado e isso é bem pessoal também. Eu por exemplo acho que ouvir sertanejo universitário é mais errado do que sonegar impostos.
Mas independente dos seus padrões morais, tenha-os e reflita sobre eles antes de tomar determinadas decisões. Isso vai diminuir sua chance de errar.

Uma das coisas que mais pode afligir uma pessoa é o sentimento de arrependimento. Eu canso de ver pessoas próximas a mim falando o: “e se eu não tivesse feito isso?”
Você vive muito melhor com os problemas que naturalmente temos na vida, quando você tem ciência que tudo que deu errado na sua vida, não foi por culpa sua.
E a culpa é o estágio natural do arrependimento. Você comete o erro, sente culpa e se arrepende.
Quando você não sente a culpa, ou você não errou, ou não precisa se arrepender.
Ou você é um psicopata também, tem essa opção.
Termino esse texto com uma frase que eu cunhei ontem e anotei porque eu achei maneira:

“Não repense. Pense!”

A vida é muito melhor, se você não tem do que se arrepender.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Eu Não Mudei Tanto Assim

A última vez que postei algo nesse blog foi em setembro de 2011. Fazem quase sete anos. Eu reli os textos que publiquei aqui. O primeiro deles é de abril de 2010, sobre uma derrota do Vasco para o Flamengo com o juiz favorecendo os caras. É, pelo visto não foi só comigo que as coisas não mudaram.

Mas relendo os textos que publiquei aqui, sobre política, visões de mundo e outras coisas, eu vejo que meus embates e percepções, meio que não mudaram muito. O Matheus de dezenove anos é muito parecido com o Matheus de vinte e seis. Será que isso me preocupa?

Com isso, indaguei-me filosoficamente:

Qual a obrigação que a gente tem de evoluir? Porque vivemos nessa pressão de melhorar? 
Uma vez, na época da escola, eu questionei minha professora de história sobre a diferença da “evolução” das sociedades europeias com as das americanas no que diz respeito a formação da sociedade. Enquanto os europeus entre os anos 1000 e 1500 DC se formaram como civilizações organizadas, se estruturaram, promoveram grandes navegações e “nos descobriram”, o povo nativo americano, na maioria índios... ficou de boa.
Óbvio que essa é uma visão extremamente preconceituosa, simplista e ignorante de um Matheus de dezessete anos no ensino médio, não que eu hoje ainda não seja preconceituoso, simplista e ignorante, mas eu sei que as civilizações americanas, pré colonização eram bem evoluídas, como os maias e astecas que tinham um verdadeiro império extremamente complexo e foram dizimados pelo homem branco depois de anos de guerra e exploração.
E aqui no Brasil, os índios trocavam ouro e pedras preciosas com os portugueses por espelhos e qualquer treco, só de sacanagem mesmo.

Mas o ponto que eu quero chegar é: Porquê que a gente vê como problema, uma estagnação nos nossos comportamentos ou mais especificamente, na nossa forma de compreender o mundo?

Tudo passa pura e exclusivamente por uma auto reflexão honesta consigo mesmo, do que você decide no que eu chamo de “Diretrizes de Vida”.
Cada pessoa decide como vai viver a sua, ou deveria decidir... Ou não, olha aí de novo a tal necessidade de obter certos comportamentos. Mas até a não tomada das diretrizes se for essa a escolha, deve ser observada numa análise sobre os seus próprios comportamentos.
Dentro do que você decide para si, é isso que deve nortear suas ações. Se você olha para trás, como eu fiz ao reler meus textos e me rever como ser humano e achar que dentro do que você quer construir para você mesmo, você tem um comportamento adequado junto ao que você decidiu por diretriz de vida, perfeito.

E é isso que depois de toda essa reflexão e esse texto enorme eu concluí. Eu não mudei muito, óbvio que algumas coisas mudaram, mas minha essência dentro do que eu acredito e quero construir seguem as mesmas e eu tenho orgulho delas. Mas mais importante do que essa determinação, é o coração aberto para que se houver um momento onde eu não estiver mais satisfeito com elas, eu as reconstrua.
Talvez num texto daqui há outros sete anos, tudo seja diferente.

Ou Não. 

Sensatez amigos, sensatez!

Ontem fui assistir ao jogo Botafogo x Vasco, pelo brasileirão no estádio Nilton Santos, casa do Botafogo. Eu sou vascaíno. O setor desti...