quarta-feira, 11 de julho de 2018

Eu Não Mudei Tanto Assim

A última vez que postei algo nesse blog foi em setembro de 2011. Fazem quase sete anos. Eu reli os textos que publiquei aqui. O primeiro deles é de abril de 2010, sobre uma derrota do Vasco para o Flamengo com o juiz favorecendo os caras. É, pelo visto não foi só comigo que as coisas não mudaram.

Mas relendo os textos que publiquei aqui, sobre política, visões de mundo e outras coisas, eu vejo que meus embates e percepções, meio que não mudaram muito. O Matheus de dezenove anos é muito parecido com o Matheus de vinte e seis. Será que isso me preocupa?

Com isso, indaguei-me filosoficamente:

Qual a obrigação que a gente tem de evoluir? Porque vivemos nessa pressão de melhorar? 
Uma vez, na época da escola, eu questionei minha professora de história sobre a diferença da “evolução” das sociedades europeias com as das americanas no que diz respeito a formação da sociedade. Enquanto os europeus entre os anos 1000 e 1500 DC se formaram como civilizações organizadas, se estruturaram, promoveram grandes navegações e “nos descobriram”, o povo nativo americano, na maioria índios... ficou de boa.
Óbvio que essa é uma visão extremamente preconceituosa, simplista e ignorante de um Matheus de dezessete anos no ensino médio, não que eu hoje ainda não seja preconceituoso, simplista e ignorante, mas eu sei que as civilizações americanas, pré colonização eram bem evoluídas, como os maias e astecas que tinham um verdadeiro império extremamente complexo e foram dizimados pelo homem branco depois de anos de guerra e exploração.
E aqui no Brasil, os índios trocavam ouro e pedras preciosas com os portugueses por espelhos e qualquer treco, só de sacanagem mesmo.

Mas o ponto que eu quero chegar é: Porquê que a gente vê como problema, uma estagnação nos nossos comportamentos ou mais especificamente, na nossa forma de compreender o mundo?

Tudo passa pura e exclusivamente por uma auto reflexão honesta consigo mesmo, do que você decide no que eu chamo de “Diretrizes de Vida”.
Cada pessoa decide como vai viver a sua, ou deveria decidir... Ou não, olha aí de novo a tal necessidade de obter certos comportamentos. Mas até a não tomada das diretrizes se for essa a escolha, deve ser observada numa análise sobre os seus próprios comportamentos.
Dentro do que você decide para si, é isso que deve nortear suas ações. Se você olha para trás, como eu fiz ao reler meus textos e me rever como ser humano e achar que dentro do que você quer construir para você mesmo, você tem um comportamento adequado junto ao que você decidiu por diretriz de vida, perfeito.

E é isso que depois de toda essa reflexão e esse texto enorme eu concluí. Eu não mudei muito, óbvio que algumas coisas mudaram, mas minha essência dentro do que eu acredito e quero construir seguem as mesmas e eu tenho orgulho delas. Mas mais importante do que essa determinação, é o coração aberto para que se houver um momento onde eu não estiver mais satisfeito com elas, eu as reconstrua.
Talvez num texto daqui há outros sete anos, tudo seja diferente.

Ou Não. 

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