A última vez
que postei algo nesse blog foi em setembro de 2011. Fazem quase sete anos. Eu reli
os textos que publiquei aqui. O primeiro deles é de abril de 2010, sobre uma
derrota do Vasco para o Flamengo com o juiz favorecendo os caras. É, pelo visto
não foi só comigo que as coisas não mudaram.
Mas relendo
os textos que publiquei aqui, sobre política, visões de mundo e outras coisas, eu
vejo que meus embates e percepções, meio que não mudaram muito. O Matheus de
dezenove anos é muito parecido com o Matheus de vinte e seis. Será que isso me
preocupa?
Com isso,
indaguei-me filosoficamente:
Qual a
obrigação que a gente tem de evoluir? Porque vivemos nessa pressão de melhorar?
Uma vez, na época da escola, eu questionei minha professora de história sobre a
diferença da “evolução” das sociedades europeias com as das americanas no que
diz respeito a formação da sociedade. Enquanto os europeus entre os anos 1000 e
1500 DC se formaram como civilizações organizadas, se estruturaram, promoveram
grandes navegações e “nos descobriram”, o povo nativo americano, na maioria
índios... ficou de boa.
Óbvio que
essa é uma visão extremamente preconceituosa, simplista e ignorante de um
Matheus de dezessete anos no ensino médio, não que eu hoje ainda não seja preconceituoso,
simplista e ignorante, mas eu sei que as civilizações americanas, pré
colonização eram bem evoluídas, como os maias e astecas que tinham um verdadeiro
império extremamente complexo e foram dizimados pelo homem branco depois de
anos de guerra e exploração.
E aqui no Brasil,
os índios trocavam ouro e pedras preciosas com os portugueses por espelhos e
qualquer treco, só de sacanagem mesmo.
Mas o ponto
que eu quero chegar é: Porquê que a gente vê como problema, uma estagnação nos
nossos comportamentos ou mais especificamente, na nossa forma de compreender o
mundo?
Tudo passa
pura e exclusivamente por uma auto reflexão honesta consigo mesmo, do que você
decide no que eu chamo de “Diretrizes de Vida”.
Cada pessoa
decide como vai viver a sua, ou deveria decidir... Ou não, olha aí de novo a
tal necessidade de obter certos comportamentos. Mas até a não tomada das
diretrizes se for essa a escolha, deve ser observada numa análise sobre os seus
próprios comportamentos.
Dentro do
que você decide para si, é isso que deve nortear suas ações. Se você olha para
trás, como eu fiz ao reler meus textos e me rever como ser humano e achar que
dentro do que você quer construir para você mesmo, você tem um comportamento
adequado junto ao que você decidiu por diretriz de vida, perfeito.
E é isso que
depois de toda essa reflexão e esse texto enorme eu concluí. Eu não mudei
muito, óbvio que algumas coisas mudaram, mas minha essência dentro do que eu
acredito e quero construir seguem as mesmas e eu tenho orgulho delas. Mas mais
importante do que essa determinação, é o coração aberto para que se houver um
momento onde eu não estiver mais satisfeito com elas, eu as reconstrua.
Talvez num
texto daqui há outros sete anos, tudo seja diferente.
Ou Não.
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